Segundo o operador, «os dados confirmam a grande importância dos mercados europeus para o turismo internacional em Portugal», sendo que a França representa quase um terço (30 %) do total de visitantes estrangeiros.
A Espanha ficou em segundo lugar (16%), seguida pelo Reino Unido (8%).
«Observa-se também uma presença significativa de pessoas provenientes dos Estados Unidos (7%), especialmente nos principais centros urbanos», assinala a NOS.
Os dados indicam que a maior concentração de turistas internacionais e expatriados se verifica em Lisboa, que representou cerca de 20% do total de utilizadores estrangeiros durante o mês de agosto, seguida de Faro (15,6%), Porto (13,9%), Braga (6,2%) e Setúbal e Viana do Castelo (ambas com 5%).
«A menor concentração de visitantes internacionais verifica-se na região do Alentejo; Portalegre representa apenas 0,8% do total de utilizadores estrangeiros, Évora 0,9% e Beja 1,1%», afirma a análise da NOS.
«Os dados mostram que os destinos com o maior volume total de utilizadores provenientes de operadoras estrangeiras não são necessariamente os mais internacionalizados»; quando se analisa a percentagem de utilizadores internacionais em cada região, «a internacionalização é mais acentuada nas regiões autónomas durante o verão».
Em agosto, nos Açores, «os turistas internacionais e os emigrantes representaram 67% do total da região, enquanto na Madeira o valor foi de 66%. Em Portugal continental, os distritos com a maior percentagem de visitantes internacionais foram Viana do Castelo (61%), Faro (59%) e Vila Real (50%).»
Em termos de duração das férias, as estadias variaram, em geral, entre três e cinco dias.
«No entanto, um número significativo de turistas com estadias mais longas elevou a duração média das férias, atingindo entre 6 e 10 dias em muitos destinos do interior, na região do Alentejo e nas Regiões Autónomas», de acordo com a análise.
Os distritos «onde os turistas permaneceram mais tempo, em média, foram Portalegre (7,2 dias), seguidos de Viseu, Coimbra e Aveiro (6,7 dias)».
Os municípios com as estadias médias mais longas «foram Pedrógão Grande (10,1 dias), Avis (9,8 dias), Monforte (9,3 dias) e Tondela (9,2 dias), demonstrando uma maior capacidade de reter visitantes por períodos prolongados».
Em contrapartida, «os grandes centros urbanos e destinos com elevada rotatividade turística registaram estadias mais curtas, nomeadamente nos distritos de Setúbal (5,3 dias), Porto (5,4 dias) e Lisboa (5,7 dias)». No que diz respeito a municípios específicos, aqueles com estadias notavelmente curtas incluíram o Porto (3,6 dias), Loulé (3,6 dias), Funchal (3,9 dias), Cascais (4,0 dias) e Sintra (4,1 dias).









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