Em declarações à Lusa, Artur Sequeira, líder da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS), explicou que existem “200 mediadores culturais que desempenham funções permanentes, mas não são tratados como tal”.
“Os mediadores culturais que vêm da antiga ACM e que pertencem à AIMA são contratados por organizações parceiras e depois trabalham para o Estado como colaboradores, mas acabam trabalhando em tempo integral”, explicou Artur Sequeira, que acusa o Estado de violar sua própria lei trabalhista.
“Sem mediadores culturais, que compõem quase metade da equipe, a AIMA não funciona. Eles desempenham funções permanentes de contato com os usuários, resolução de problemas e fornecem serviços essenciais de técnicos superiores e intermediários”, disse o
líder sindical.O objetivo é que esses trabalhadores “tenham funções reconhecidas, salários iguais, o que é algo que eles não têm porque são pagos por associações, por meio de protocolos completamente irregulares com a AIMA”, e “eles não têm um salário definido, nem recebem pagamento de horas extras”.
Além disso, esses trabalhadores precários têm “acesso a bancos de dados confidenciais” e “não são funcionários públicos”, o que “cria uma situação de ambigüidade”, acrescentou.
A greve está marcada para 30 de março, e uma manifestação está planejada na sede do governo.
Esta greve “é tão complexa” que o sindicato teve que enviar avisos de greve às “associações e entidades” que efetivamente empregam esses funcionários, o que mostra “o estado que o Estado alcançou na sua relação com esses funcionários”, disse Artur Sequeira. “Em defesa da dignidade profissional e do direito à carreira, fundamentais para garantir melhores condições de trabalho e em defesa do serviço público que prestam aos usuários, exigimos a integração de todos os corretores na AIMA, com um vínculo público permanente”, diz o FNSTPS,
em comunicado.“Sem os corretores, a AIMA não funciona” e “não abre portas”, acrescenta a federação.







