Esta sessão foi inteiramente dedicada à amora branca açoriana - álbum Corema subsp. Azoricum, que é uma planta endêmica costeira com status de proteção nos Açores. A biodiversidade das zonas costeiras com plantas endêmicas, como a amora branca, está ameaçada devido à fragmentação do habitat, espécies invasoras e

efeitos das mudanças climáticas.

A amoreira branca açoriana (em português 'camarinha') é um arbusto verde cujas plantas femininas têm pequenos frutos esverdeados (ou brancos), com distribuição atual no arquipélago dos Açores em 4 ilhas - Pico, Faial, S. Jorge e Graciosa - com uma possibilidade duvidosa de ocorrência na ilha de São Miguel, sendo mencionada no portal Flora-on, e evidência de uma possível presença anterior refletida na toponímia - 'Pico das Camarinhas- Ponta da Ferraria'.

Como só podemos proteger o que sabemos, a conscientização das gerações mais jovens é crucial para garantir a conservação futura desse recurso natural, dada sua pequena área de distribuição na natureza. A iniciativa foi promovida pela coordenadora do projeto, pesquisadora Alexandra Abreu Lima (MARE-ARNET e INIAV, I.P.), com exibição do pequeno vídeo 'Camarinha, Corema album (L.) D. Don - uma planta com pequenos frutos de grande potencial' (https://reda.edu.azores.gov.pt/resources/detalhes-recurso/2018), produzido em 2015 com Jorge Ramalho, então professor na Escola Profissional Valdo Rio (Oeiras). Após a exibição do vídeo, Alexandra Abreu Lima apresentou os resultados do projeto Emc2 em termos de conscientização e conservação desta espécie nos habitats costeiros do continente português. A metodologia do projeto Emc2 das atividades 'Field Trip' e 'Botânica e Arte' será seguida por professores da Escola Secundária Graciosa,

para preencher as lacunas de conhecimento dos alunos sobre esta espécie.

A apresentação do Eng. Carlos Picanço (Serviço de Meio Ambiente e Ação Climática da Ilha Graciosa) permitiu que alunos e professores aprendessem sobre as principais características da amora branca açoriana, sua localização na Ilha Graciosa e

a razão de ser uma espécie protegida.

A excursão dos alunos, adiada devido às condições climáticas adversas no dia 21 de maio, ocorrerá no início do próximo ano letivo. Com a colaboração do Eng. Carlos Picanço, foi possível uma visita da pesquisadora Alexandra Abreu Lima à Caldeirinha de Pêro Botelho, onde foi possível observar uma pequena população da amora branca açoriana

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Embora a viagem de campo com os estudantes não tenha ocorrido, os organizadores desejam agradecer às instituições e entidades pelo apoio que prestaram ao transporte dos estudantes - Município de Santa Cruz da Graciosa, Paróquia de Guadalupe e Santa Casa da Misericórdia da Vila da Praia. O coordenador do projeto Emc2 agradece Jorge Ramalho, Dr. Fábio Mendes (Diretor do Museu Graciosa), Eng. Carlos Picanço (Serviço de Meio Ambiente e Ação Climática da Ilha Graciosa), a Professora Cristina Fraga (EBS Graciosa), os outros professores da EBS presentes e o Município de Santa Cruz da Graciosa por sua colaboração

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