“A guerra terminou oficialmente ontem de manhã [15 de junho] em todas as frentes”, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB.

Abbas Araghchi disse que “qualquer ataque israelense contra o Líbano é uma violação dos entendimentos” alcançados.

“Do nosso ponto de vista, as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irã e o Hezbollah, por outro”, ressaltou.

“O fim da guerra no Líbano é uma parte inseparável [do acordo]”, disse ele, reiterando que “a guerra não terminará até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou”, segundo a agência de notícias Mehr.

O ministro iraniano também confirmou que, em 19 de junho, “haverá uma nova rodada de negociações” com os Estados Unidos em Genebra, Suíça, com o objetivo de “chegar a um acordo final”.

“Depois de três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das negociações]”, afirmou Araghchi.

O acordo preliminar estende o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril por 60 dias e estabelece uma estrutura de negociação para futuras negociações sobre o acordo nuclear.

Os compromissos garantem a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento progressivo das sanções contra Teerã.

Israel ocupa grandes áreas do sul do Líbano em resposta aos ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah e continua bombardeando o país vizinho, apesar do anúncio do acordo intermediado pelo Paquistão.

Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã, aproximadamente 3.800 pessoas foram mortas somente no Líbano por ataques israelenses, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a fugirem de suas casas.