Em resposta à agência de notícias Lusa, o Metro Mondego afirmou que não seria possível incluir a construção de uma faixa dedicada ao Hospital Pediátrico a tempo da abertura total da linha hospitalar, prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Em maio, Leonel Serra, chefe da empresa responsável pela operação do “metrobus”, declarou que havia o desejo de prosseguir com uma faixa dedicada entre os Hospitais Universitários de Coimbra (HUC) e o Hospital Pediátrico — um elemento não coberto pelo contrato atual.

Na época, ele acreditava que seria possível construir aproximadamente 1,5 km de pista dedicada a tempo de concluir a linha hospitalar, que deverá estar totalmente operacional até 2027.

Hoje, a Metro Mondego anunciou que vai avançar com os estudos e a construção daquela faixa, “sujeitos à autorização do Governo”.

Em maio, Leonel Serra expressou a opinião de que a falta de uma faixa dedicada entre os dois hospitais aumentava a probabilidade de atrasos operacionais.

Quando questionada sobre o exercício da opção de compra de cinco autocarros elétricos adicionais, uma possibilidade incluída no concurso público, a Metro Mondego confirmou hoje que ainda pretende fazê-lo. No entanto, a medida está “pendente da definição das fontes de financiamento”.

Nos termos de uma alteração ao contrato de fornecimento de ônibus, a Metro Mondego tem até o final de setembro para exercer a opção de comprar os cinco ônibus adicionais.

Se a opção for exercida, o prazo de entrega dos veículos é de 12 meses, por 710.000 euros por ônibus (conforme estabelecido no processo contratual).

A

Metro Mondego opera o troço urbano entre o Alto de São João e a Portagem desde setembro de 2025, e a linha suburbana que serve Miranda do Corvo e Lousã desde dezembro do mesmo ano. Recentemente, o presidente da Metro Mondego indicou que as operações comerciais que se estendem até Coimbra-B e Praça da República (a linha hospitalar) devem começar entre o final de agosto e o

início de setembro.

No entanto, o restante da linha hospitalar, que vai da Praça da República aos Hospitais Universitários de Coimbra e ao Hospital Pediátrico, não deverá ser concluído até o primeiro trimestre de 2027.