As transacções de casas realizadas por cidadãos dos Estados Unidos, Portugal, Ucrânia, Itália, Marrocos, Colômbia e Holanda atingiram níveis recorde no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Conselho Geral do Notariado Espanhol, de acordo com um relatório do idealista.
Entre janeiro e junho, os cidadãos destas sete nacionalidades concluíram a compra de 20.364 imóveis residenciais, o que representa 28,6% das 71.155 transacções realizadas por estrangeiros em todo o país, entre residentes e não residentes. O volume de transacções destas sete nacionalidades quase quadruplicou face ao primeiro semestre de 2007.
Entre as nacionalidades que registaram níveis recorde de compra de casa, destaca-se Marrocos com 5.654 transacções neste período. Seguem-se a Itália, a Holanda, a Ucrânia, os EUA e a Colômbia. Portugal foi a sétima nacionalidade a registar um número recorde de compras de casa em Espanha durante este período, com um total de 1.141 imóveis transaccionados.
Portugal foi também a nacionalidade que se destacou por ter registado o maior aumento anual do número de compras de casa (22,8%) no primeiro semestre de 2025. A Holanda é o segundo país de origem onde as transacções mais aumentaram (18,6%), seguida dos EUA (14,3%), Colômbia (6,6%), Ucrânia (4,5%), Itália (3,4%) e Marrocos (3,3%). Todas estas nacionalidades cresceram acima da média de 2% nas transacções de todos os compradores estrangeiros.
A maioria dos cidadãos internacionais que compraram casa em Espanha vive no país (60,9% do total). O mesmo se passa quando analisamos as sete nacionalidades que atingiram recordes: 73,5% das transacções foram realizadas por estrangeiros residentes em Espanha. Esta realidade é observada em Portugal, Marrocos, Itália, Ucrânia e Colômbia. Mas há duas excepções. Na Holanda, houve mais compras por cidadãos não residentes do que por residentes. O mesmo se verificou nos EUA.
Quanto é que os estrangeiros gastam?
Entre todas as nacionalidades estrangeiras que compraram casas em Espanha, o maior gasto por metro quadrado (m2) veio dos EUA, com uma média de 3 465 euros/m2. Em segundo lugar estão os compradores da Suíça (€3.457/m2), Suécia (€3.421/m2), Noruega (€3.292/m2) e Alemanha (€3.270/m2).
De salientar ainda o valor gasto em habitação pelos cidadãos da Holanda e Itália, com 2.574€/m2 e 2.566€/m2, respetivamente, ultrapassando assim a média gasta por todos os estrangeiros (2.417€/m2).
Abaixo deste limite estão Portugal (2.195 euros/m2), Ucrânia (1.832 euros/m2), Colômbia (1.535 euros/m2) e Marrocos (747 euros/m2). Embora o país africano seja o segundo mais importante em termos de volume de transacções - depois do Reino Unido - paga o preço mais baixo de todos os analisados e o único abaixo dos 1.000 euros/m2.








