Tempo favorável

A NASA prevê uma probabilidade de 80% de condições meteorológicas favoráveis no dia 2 de abril, sendo as principais preocupações a cobertura de nuvens e a possibilidade de ventos fortes, de acordo com a Associated Press (AP).

O foguetão Artemis SLS tem 98 metros de altura, quatro motores principais e dois propulsores laterais.

A tripulação do Artemis II orbitará a Lua e o voo de 10 dias terminará com uma aterragem no Oceano Pacífico.

Esta missão lunar é histórica porque é a primeira a incluir uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Está tudo pronto

O comandante da missão, Reid Wiseman, anunciou que está tudo pronto para o lançamento, que estava previsto há quase dois meses, mas que foi adiado devido a problemas técnicos e climatéricos.

"Estamos prontos para partir, a equipa está pronta para partir e o veículo está pronto para partir, mas nem por um segundo esperamos descolar", disse Wiseman na última conferência de imprensa virtual dos astronautas antes do lançamento. "Podemos ir para a plataforma de lançamento e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso", acrescentou.

Início de uma era

Christina Koch afirmou que a tripulação tem "a forte esperança de que esta missão seja o início de uma era em que todos, todas as pessoas na Terra, possam olhar para a Lua e pensar nela como um destino".

A missão representa "um passo importante em direção a Marte", onde "pode haver uma maior probabilidade de encontrar provas de vida", disse.

No dia do lançamento, os astronautas acordarão oito horas antes da descolagem, disse Glover, acrescentando que as suas últimas acções na Terra serão rezar e dizer à sua família que a ama.

Hansen, por sua vez, partilhou que um dos momentos mais emocionantes será um eclipse solar total, no qual verão o Sol passar por trás da Lua.

Projectos suspensos

O novo administrador da NASA, Jared Isaacman, anunciou a 24 de março a suspensão do projeto Gateway, uma estação orbital lunar, para se concentrar no desenvolvimento de uma base de superfície na Lua.

"Suspendemos o projeto Gateway tal como foi concebido e vamos concentrar-nos no estabelecimento das infra-estruturas necessárias para assegurar uma presença sustentável na superfície lunar", disse Isaacman num discurso na sede da NASA em Washington, D.C., citado pela Agence France-Presse.

O ambicioso plano para acelerar o regresso à Lua até 2028, realizar aterragens tripuladas de seis em seis meses e construir uma base lunar permanente nos próximos sete anos foi estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Parceria com a Europa

A agência norte-americana estabeleceu uma parceria com várias organizações internacionais para o projeto, incluindo a Agência Espacial Europeia (ESA), que está a desenvolver módulos para o Gateway, e contará com a contribuição de empresas privadas como a SpaceX e a Blue Origin.