"Vamos pegar nas medidas tomadas em 2022, calibrá-las, melhorá-las e apresentar brevemente uma proposta ao parlamento", afirmou Joaquim Miranda Sarmento, em declarações aos jornalistas em Bruxelas.

O ministro acrescentou que a Comissão Europeia deixou a decisão a cargo de cada Estado-membro.

O responsável esclareceu que a situação atual difere da de 2022, com um aumento acentuado dos preços dos combustíveis, mas sem pressão inflacionista, dado que a inflação subjacente (excluindo alimentação e energia) se mantém nos 2,2% e 2,3%.

"Há cerca de um mês, juntamente com outros países, sobretudo a Alemanha e a Espanha, apresentámos uma carta à Comissão a dizer que esta deveria propor uma tributação a nível europeu, mas, se não o fizesse, que deixasse essa decisão para cada Estado-membro", recordou Miranda Sarmento, que agora foi aprovada.

O ministro acrescentou ainda que os países que assinaram a carta devem "procurar coordenar as respostas", deixando a porta aberta a outros Estados-Membros que queiram aderir à medida.

"Vamos procurar ter o máximo de coordenação possível e também aprender uns com os outros sobre potenciais medidas que cada um possa estar a preparar", disse.

O mais recente conflito no Médio Oriente, que começou no final de fevereiro e envolve os EUA, Israel e o Irão, aumentou a tensão nos mercados energéticos, com perturbações no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.

O bloqueio parcial desta passagem contribuiu para o aumento dos preços da energia e para uma maior volatilidade do mercado.