Ao longo de três dias, o festival transformou as areias da Figueira da Foz na capital da música eletrónica, reunindo o regresso de veteranos do circuito e a ascensão de novos fenómenos da cultura contemporânea, tudo isto num ano em que as vendas de bilhetes superaram as expectativas e bateram recordes anteriores.

Enfoque estratégico

O foco estratégico e as novidades desta edição tinham sido apresentados formalmente pelos organizadores numa conferência de imprensa realizada no Hotel Vila Galé.

Na altura, Tiago Castelo Branco, diretor executivo da MOT, destacou que o evento deste ano tinha como objetivo afirmar valores centrados na inclusão familiar e na descentralização cultural; isto incluiu uma política de entrada gratuita para crianças até aos 12 anos, para ajudar a superar barreiras logísticas.

Por seu lado, a autarquia local, representada pela vereadora Cláudia Rocha, destacou a capacidade da região Centro para acolher eventos de escala global, tirando partido de uma infraestrutura robusta instalada diretamente na praia, com elementos raramente vistos em festivais, tais como piscinas e um ginásio totalmente equipado para os participantes.

Dia de abertura

No dia de abertura, sexta-feira, 10 de julho, o recinto abriu as portas às 15h, com rigorosas medidas de controlo e rastreio de segurança em vigor nas entradas.


O alinhamento musical começou com atuações de Tiago Cruz, Vertile e DJ Pette, seguidas de um set back-to-back com Third Party ao lado de Matisse & Sadko. O ponto alto indiscutível do dia foi a atuação do DJ português Diego Miranda, que marcou os momentos mais marcantes do evento com os seus êxitos mais conhecidos.

Cabeça de cartaz única

Créditos: Facebook; Autor: RFM Somnii Intermarché;

No sábado, 11 de julho, o festival mudou de género e centrou a atenção na sua cabeça de cartaz única: o Padre Guilherme. O padre e DJ português levou o seu set de techno melódico à Praia do Relógio, um estilo que já tinha descrito como vibrante e capaz de estabelecer uma ligação inclusiva com as gerações mais jovens.

A espinha dorsal musical deste segundo dia assentou nas batidas mais rápidas do hardstyle e do psytrance, representadas por artistas internacionais como Timmy Trumpet, Vini Vici, Will Sparks, Sound Rush, a dupla Dual Damage, bem como Sick Individuals e Zanova.

O grande final

O encerramento do festival, no domingo, 12 de julho, foi marcado pelo tão aguardado regresso do produtor holandês Hardwell. Dez anos após a sua atuação histórica no festival, o renomado DJ aceitou o convite para celebrar a sua ligação com o público da Figueira da Foz.

O último dia foi completado pelas atuações de KAAZE, Kura, Nifra, Sound Rush e Pedro Carrilho. A apresentação no palco e a transmissão ao longo do fim de semana ficaram mais uma vez a cargo da dupla residente da RFM, Rich & Mendes, encerrando assim uma edição que se afirmou como um importante motor económico e cultural para o país.