A quarta edição do festival decorrerá de 22 a 29 de agosto, com entrada gratuita em todos os eventos.

Organizado pela associação cultural «O Corvo e a Raposa», o festival centra-se na música historicamente informada e tem como objetivo explorar as ligações entre a música antiga, a Península Ibérica e outras partes do mundo, criando simultaneamente uma ponte entre o passado e o presente.

O programa deste ano tem início a 22 de agosto, às 19h00, na Igreja de Santo António, em Lagos, com a primeira edição do prémio «Lagos 1460» para artistas.

A iniciativa destina-se a músicos emergentes que trabalhem com música historicamente informada do período posterior a 1460 e foi desenvolvida através de uma nova parceria com o Museu de Lagos e a Câmara Municipal de Lagos.

O festival prosseguirá depois por todo o Algarve ocidental, combinando concertos com oportunidades de diálogo, partilha e aprendizagem.

Entre os músicos participantes destaca-se Marco Ambrosini, conhecido internacionalmente por tocar a nyckelharpa, um instrumento de cordas com teclas tradicional sueco. A sua atuação está prevista para 24 de agosto, no âmbito do programa EuropAntiqua.

O Festival de Música Antiga da Costa Vicentina realizou-se pela primeira vez em 2021 na Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, em Vila do Bispo. Desde então, o projeto expandiu o seu programa e as suas parcerias por toda a região.

As suas edições anteriores reuniram músicos de Portugal e do estrangeiro, com especial destaque para a música medieval e a música antiga ibérica, bem como para as ligações históricas entre diferentes culturas.