Ambas as medidas estão atualmente a ser finalizadas, mas, segundo o município — situado no distrito de Aveiro e na Área Metropolitana do Porto —, prevê-se que entrem em vigor no final deste ano ou no início de 2027.
«O comércio local é um dos maiores trunfos de Oliveira de Azeméis, e este plano reflete uma visão de futuro para as empresas locais», afirmou o presidente da Câmara, Joaquim Jorge Ferreira, à Lusa.
No que diz respeito à iniciativa «Lojas Históricas» — um termo que servirá de marca do projeto e contará com um selo específico para identificar os estabelecimentos designados —, o presidente da câmara, do Partido Socialista, explicou que o objetivo é «reconhecer as empresas que contribuíram para a vitalidade económica e social do município ao longo das décadas, preservando tradições, saber-fazer e património que devem ser protegidos».
Designação das empresas
Este processo implicará a designação de empresas que se destacam a nível local pelo seu significado arquitetónico, cultural ou social. Por sua vez, isto permitirá aos beneficiários «aceder a programas municipais e nacionais de apoio e incentivo a estas lojas, bem como às proteções estabelecidas ao abrigo dos quadros legais que regem os arrendamentos urbanos e as renovações de imóveis arrendados».
Acompanhada por uma identidade visual específica — incluindo um selo distintivo válido por quatro anos, um guia impresso e um sítio Web —, a classificação destes estabelecimentos será comunicada à Direção-Geral das Atividades Económicas. Este estatuto traduzir-se-á em benefícios como isenções ou reduções nos impostos e taxas municipais relacionados com a publicidade e a utilização do espaço público.
O município pretende ainda disponibilizar a estas «Lojas com História» uma metodologia específica para o registo e catalogação do seu património móvel, documental e fotográfico. Isto inclui considerar a potencial «musealização» destas coleções, bem como documentar as atividades comerciais e as artes e ofícios a elas associados — quer já tenham desaparecido, quer estejam em risco de desaparecer.
Contribuição financeira
O investimento nestas lojas poderá também ser apoiado através de uma «contribuição financeira a fundo perdido até 5 000 euros», desde que os projetos tenham como objetivo preservar e conservar as características originais, promovendo simultaneamente a modernização e a sustentabilidade das operações. Isto aplica-se a iniciativas como obras de reabilitação e restauro, adaptações exigidas por lei, a manutenção de coleções e arquivos, e a modernização e sustentabilidade da própria empresa.
No que diz respeito ao programa de apoio aos setores locais do comércio a retalho e da restauração, Joaquim Jorge Ferreira afirmou que o objetivo é «reforçar a atratividade do centro» de Oliveira de Azeméis. No entanto, reconheceu que a medida daria também prioridade às zonas de reabilitação urbana, visando sempre «promover um comércio local mais competitivo, sustentável e diferenciado; restabelecer um sentido de planeamento no desenvolvimento urbano comercial; incentivar a vitalidade e a atividade da cidade; estimular a digitalização das empresas e dos seus modelos de negócio; e integrar digitalmente as cadeias de abastecimento e distribuição».
Para o efeito, o município prevê prestar apoio à criação de novas empresas, à criação e manutenção de postos de trabalho, diversificar e expandir o panorama económico local, valorizar os edifícios, garantir arrendamentos sustentáveis — oferecendo, especificamente, até 250 euros de apoio mensal durante seis meses — e modernizar os estabelecimentos, com os proprietários a poderem receber até 1 500 euros para projetos que envolvam um investimento de 5 000 euros.
«Queremos um setor retalhista mais forte, mais competitivo e preparado para os desafios futuros, o que será alcançado através de um leque diversificado de iniciativas que impulsionem a atividade económica, honrem as nossas tradições e reforcem o vínculo entre os consumidores e as empresas locais», salientou.








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