Erigido em 1744, este memorial único em pedra e parede de azulejos, cujo nome se traduz literalmente como «Monumento do Senhor Roubado», foi construído para homenagear um famoso roubo ocorrido em 1671 na Igreja de Nossa Senhora da Luz, onde foram roubadas hóstias consagradas que mais tarde foram milagrosamente recuperadas.
O monumento apresenta um trabalho em pedra intricado e painéis de azulejos narrativos detalhados que retratam o desenrolar do roubo sagrado e as suas consequências. Este acontecimento dramático acabou por dar ao bairro circundante o seu nome evocativo, ligando de forma permanente a geografia à recuperação do sacramento roubado. Embora o seu contexto original tenha sido em grande parte engolido pela expansão do metro e das vias rodoviárias da cidade, a estrutura continua a ser uma lembrança física da piedade do século XVIII e do folclore local.
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Para quem estiver disposto a fazer uma pausa e observar atentamente este marco à beira da estrada, este oferece um vislumbre fascinante das camadas da história de Lisboa que existem logo para além do centro turístico. Transforma um movimentado nó de transportes num local de narração de histórias, provando que mesmo os recantos mais ignorados da área metropolitana guardam histórias duradouras do passado.

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