Isso fortalecerá a capacidade de treinamento e atendimento do Serviço Regional de Saúde (SRS), anunciou o Governo açoriano.

De acordo com a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, em 2026, um total de 40 médicos frequentarão o ano de formação geral, distribuídos entre os três hospitais da região, localizados nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, passando também pelas Unidades de Saúde Insulares do arquipélago.

No contexto da formação específica, 31 médicos foram colocados na região, dos quais 17 estão no Hospital do Espírito Santo (HDES), dois no Hospital do Espírito Santo da Ilha Terceira (HSEIT), 10 na Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel e dois na Unidade de Saúde da Ilha Terceira.

O órgão fiscalizador destaca o fato de que, pela primeira vez, o HSEIT está recebendo médicos residentes nas especialidades de Medicina Física e Reabilitação e Pediatria, bem como o HDES recebendo seu primeiro residente em Medicina de Emergência.

Citada em comunicado de imprensa, a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, felicitou os 71 médicos residentes que iniciam a sua formação geral e específica nos Açores este mês, enfatizando que o reforço da formação médica na Região faz parte de uma estratégia mais ampla para melhorar o Serviço Regional de Saúde.

“Esse é o caminho que escolhemos, combinando as oportunidades oferecidas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que permitirá que o Serviço Regional de Saúde se modernize, se diferencie e se torne mais competitivo e atraente para a retenção de profissionais de saúde”, enfatiza Mónica Seidi.

O governador reconhece que a região enfrenta um desafio estratégico na necessidade de fortalecer e estabilizar de forma sustentável o número de médicos no SRS (Serviço Regional de Saúde), defendendo “um esforço conjunto e coordenado envolvendo o Governo Regional, o Governo da República, instituições educacionais, entidades profissionais e parceiros sociais”.

O chefe do ministério lembrou algumas das medidas atualmente em vigor na região que visam atrair e reter recursos humanos, nomeadamente o aumento diferenciado dos salários dos médicos nas ilhas sem hospitais e o fato de haver uma redução de impostos diretos para os contribuintes (IRS e IVA) na região.

Numa mensagem aos médicos que agora iniciam o estágio nos Açores, Mónica Seidi destacou a importância da escolha feita, considerando que “escolher a região representa não só o início de uma jornada profissional exigente, mas também uma contribuição decisiva para o futuro da saúde dos açorianos”.