A CP descreveu a mudança como uma medida "excecional e temporária", mas não especificou quando terminará o regime transitório. Desde julho de 2013, o comboio Celta é operado conjuntamente pela CP e pela espanhola Renfe, ligando Vigo e Porto com paragens em Valença, Viana do Castelo e Nine.
A partir de 17 de agosto, o troço entre Porto-Campanhã e Viana do Castelo será servido pelas automotoras elétricas UTE 2240 da CP, enquanto as automotoras UTD 592 da Renfe continuarão a operar entre Viana do Castelo e Vigo. A CP garantiu que não haverá supressão de comboios e que o serviço continuará com a transferência em vigor.
A CP não explicou porque é que serão utilizados dois tipos diferentes de carruagens nem porque é que a transferência é necessária.
O Partido Comunista (PCP) de Viana do Castelo questionou o Governo sobre a forma como tenciona apoiar a CP na modernização do seu material circulante, de modo a satisfazer a crescente procura de melhorias ferroviárias nacionais e internacionais, num contexto de grandes investimentos em infra-estruturas.
O PCP referiu que a rota Porto-Vigo tem atualmente dois comboios diários operados com as antigas automotoras UTD592 da Renfe, alugadas à CP. Estes veículos foram objeto de reparações profundas antes de entrarem em serviço, mas continuam a apresentar problemas. A CP é responsável pela manutenção de rotina.
Segundo consta, estas automotoras estão agora a atingir o limite de quilometragem e necessitam de revisões dispendiosas em Espanha, não havendo acordo entre a CP e a Renfe sobre quem paga.
Por conseguinte, as automotoras da Renfe farão o percurso entre Vigo e Viana do Castelo, enquanto as da CP farão o percurso entre Viana do Castelo e o Porto.
Desde 2013, o serviço Celta reduziu o tempo de viagem de mais de três horas para duas horas e 15 minutos no percurso de 175 quilómetros.








