O preço do barril de querosene, um derivado do petróleo, duplicou desde o ataque israelo-americano ao Irão, a 28 de fevereiro, um aumento ainda maior do que o do petróleo bruto, observou Willie Walsh durante uma conferência organizada pela Associação de Jornalistas Profissionais da Aeronáutica e do Espaço(AJPAE).
As companhias aéreas tinham previsto dedicar, em média, 26% das suas despesas operacionais ao combustível este ano, com base num barril de querosene a 88 dólares, recordou Walsh, quando o preço já ultrapassava os 216 dólares na quinta-feira, 19 de março.
"Não é preciso ser um génio para deduzir que os custos adicionais que as companhias terão de enfrentar, se a situação persistir, serão muito maiores do que podem absorver", acrescentou Willie Walsh, cuja associação reúne 360 transportadores que representam 85% do tráfego mundial.
Desta forma, o executivo garantiu ainda que "é inevitável que os preços dos bilhetes aumentem", uma subida que já se faz sentir em alguns mercados, nomeadamente nos Estados Unidos.
Willie Walsh considerou que a dimensão da atual crise, que afecta principalmente as companhias do Golfo obrigadas a cancelar uma grande parte dos seus voos, "não tem nada a ver com a da Covid".









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