De acordo com a publicação do INE "Estatísticas da Saúde", divulgada no âmbito do Dia Mundial da Saúde, 11,3% da população em causa apresenta níveis mais graves de ansiedade.
A ansiedade generalizada afecta mais as mulheres (46,2%) do que os homens (31,2%). Nos casos mais graves, a diferença mantém-se, com 14,6% nas mulheres e 7,2% nos homens.
Os dados, baseados no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), indicam ainda que a população mais idosa apresenta níveis de ansiedade mais elevados do que os mais jovens, com diferenças de três pontos percentuais no indicador global e de 3,5 pontos percentuais nos casos mais graves.
Números crescentes
Comparativamente a 2024, a prevalência destes sintomas aumentou 7,4 pontos percentuais (p.p.) no total da população em causa, particularmente entre as mulheres com menos de 65 anos, segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística).
Educação e situação profissional
Por nível de escolaridade, as pessoas com ensino superior (33,9%) ou secundário (35,9%) registam níveis de ansiedade inferiores aos das pessoas sem escolaridade (49,6%) ou que apenas completaram o ensino básico (43,7%).
Relativamente à situação profissional, os desempregados são os mais afectados, com 50,2% a apresentarem sintomas de ansiedade generalizada.
Entre a população empregada, a proporção é de 36,6%; entre a população economicamente inativa, varia entre 41% nos reformados e 46,2% nos outros inactivos.
Satisfação com a vida
Apesar do agravamento dos indicadores de saúde mental, a satisfação com a vida manteve-se estável. Em 2025, a população atribuiu uma média de 7,3 numa escala de 0 a 10, valor idêntico ao registado no ano anterior.
Os resultados do ICOR revelam ainda que 52,7% da população com 16 ou mais anos classificou o seu estado de saúde como bom ou muito bom, um valor inferior ao registado em 2024 (53,6%) mas ainda assim superior à média dos primeiros anos desta década (49,5% - 51% entre 2021 e 2023).
Acesso à saúde
Por outro lado, a proporção de pessoas que avaliaram negativamente o seu estado de saúde (12,1%) em 2025 manteve-se próxima da registada no ano anterior (12%), ficando abaixo dos níveis verificados de 2021 a 2023 (entre 13,1% e 13,5%) e substancialmente inferior aos obtidos na década anterior (entre 18% em 2004 e 21% em 2014), segundo o INE.
Em 2025, a avaliação positiva do estado de saúde era mais frequente entre os homens (56,5%) do que entre as mulheres (49,3%), e era substancialmente mais elevada na população dos 16 aos 64 anos (66,0%) do que na população com 65 ou mais anos (19,1%).
Avaliação do estado de saúde
À semelhança dos anos anteriores, a percentagem de pessoas que classificaram o seu estado de saúde como bom ou muito bom em 2025 foi significativamente mais elevada para as pessoas com níveis de escolaridade mais elevados: 68,4% tinham concluído o ensino secundário ou pós-secundário e 76% tinham concluído o ensino superior, contra 34,9% das pessoas com o ensino básico e 10,8% que não tinham concluído qualquer nível de ensino.
A população empregada foi a que fez uma avaliação mais positiva do seu estado de saúde (67,3%), enquanto na população desempregada essa avaliação foi de 49,7%.
"É extremamente importante reduzir a dependência excessiva de uma única companhia aérea, de um único canal de acesso ou de uma única lógica de crescimento. Devido às suas limitações geográficas e à relação direta entre acessibilidade e desenvolvimento turístico, alterações desta natureza têm um forte impacto nos destinos insulares", concluiu.







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