O anúncio foi feito no domingo, 30 de agosto, durante a sessão de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

A instituição só adotou o nome de Universidade Politécnica de Bragança no início de agosto, tendo sido anteriormente conhecida como Instituto Politécnico de Bragança.

De acordo com os planos mais recentes, irá perder o estatuto de politécnico e passar a ser uma universidade. No entanto, o Governo ainda não indicou uma data para a conclusão da transformação.

A instituição conta atualmente com cerca de 10 000 estudantes, dos quais aproximadamente 30 % são estrangeiros.

É composta por seis escolas localizadas em três cidades do norte. Bragança acolhe as escolas de saúde, educação, agricultura e tecnologia e gestão, enquanto a Escola de Comunicação está sediada em Mirandela e a Escola de Hotelaria e Bem-estar funciona em Chaves.

O presidente da instituição acolheu com agrado o anúncio, afirmando que a mudança poderá ajudar a atrair mais estudantes e investimento para a região.

A transformação exigirá também que os seus cursos sejam reavaliados, de modo a cumprirem os requisitos do ensino universitário.

Durante o seu discurso, o primeiro-ministro anunciou ainda um novo modelo de autonomia e governação para as escolas portuguesas. O sistema proposto incluiria a eleição geral dos diretores das escolas e alterações ao seu estatuto profissional e aos seus salários.

O Governo pretende ainda equiparar os salários dos reitores das universidades politécnicas aos dos reitores de outras universidades.

Montenegro afirmou que Portugal necessita de um currículo escolar mais exigente e de uma maior ambição nas áreas da educação, da ciência e do conhecimento.

A criação de uma universidade de pleno direito em Bragança deverá reforçar o ensino superior no interior do norte de Portugal, ao mesmo tempo que ajudará a região a atrair estudantes, investigadores e mais investimento.