Um aviso publicado no Diário da República relativo às regras de pesca na TIRM para a época de 2026/2027 estipula que «é proibida toda a apanha/captura de berbigões e quaisquer outros bivalves em toda a TIRM, por razões de saúde pública, até que tenham sido aprovadas as medidas de gestão necessárias e tenha sido realizada uma avaliação sanitária dos recursos».
Quando contactado pela Lusa sobre a regulamentação, o capitão do porto de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, explicou que se trata de uma nova disposição para a próxima época, enquanto as restantes regras permanecem em vigor.
«A apanha comercial de bivalves não era permitida, mas a apanha recreativa sim. No entanto, a TIRM não é uma zona de produção de bivalves, pelo que não é monitorizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera [IPMA] para a avaliação do estado dos bivalves», explicou Fernando Vieira Pereira, que também é comandante da Polícia Marítima de Caminha.
A comissão permanente de gestão da TIRM já está «a trabalhar num plano para monitorizar e avaliar o estado dos bivalves», assegurou.
O aviso «visa regulamentar, para a época de 2026/2027, as atividades profissionais, recreativas e de pesca na TIRM, incluindo as ilhas que a compõem, a fim de garantir a conservação dos habitats, no âmbito das competências conferidas à Comissão Internacional Permanente do Rio Minho (CPIRM)».
Fronteira natural entre os dois países, o rio internacional serve de fronteira natural entre Portugal e a Galiza, em Espanha, desde Melgaço até à sua foz em Caminha, no distrito de Viana do Castelo.
Nasce a uma altitude de 750 metros na serra da Meira, na Comunidade Autónoma da Galiza, e percorre cerca de 340 quilómetros antes de desaguar no Oceano Atlântico.









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