A OCDE solicitou também a Portugal que aumentasse os incentivos ao prolongamento da vida ativa para combater a escassez de mão de obra.

No "Inquérito Económico" de Portugal divulgado, a OCDE salienta que a escassez de mão de obra e o envelhecimento da população "deverão afetar o crescimento económico de Portugal, apesar dos recentes afluxos elevados de trabalhadores estrangeiros".

Esta escassez verifica-se em sectores-chave, principalmente na indústria transformadora, na construção e nos cuidados de saúde, bem como em sectores sazonais, e muitas empresas relatam dificuldades em encontrar trabalhadores adequados e qualificados, refere.

Assim, para a OCDE, algumas medidas que podem atenuar a situação são, por exemplo, o reforço da integração dos trabalhadores mais velhos, dos desempregados de longa duração e dos jovens no mercado de trabalho através de políticas de aprendizagem ao longo da vida e do aumento dos incentivos para uma vida ativa mais longa.

"Melhorar a qualidade e a governação da educação de adultos e da formação profissional deve ser uma prioridade", sublinha a organização, acrescentando que "o estabelecimento de normas nacionais de qualidade para os cursos de aprendizagem ao longo da vida e a melhoria da coordenação no sistema de aprendizagem ao longo da vida apoiariam a aceitação e um melhor alinhamento das competências com as necessidades do mercado de trabalho".

Além disso, "o reforço da formação para os trabalhadores mais velhos, a melhoria das condições de trabalho através de modalidades de trabalho mais flexíveis e de políticas de saúde no trabalho mais sólidas ajudariam a prolongar a vida ativa", defende a organização.

A OCDE destaca ainda outro tipo de medidas, como a redução do "uso ainda elevado de contratos temporários", bem como "facilitar a integração no mercado de trabalho de migrantes, mulheres e trabalhadores mais velhos", com o objetivo de aumentar as taxas de emprego e reduzir a desigualdade de rendimentos.