Às 10h00, mais de 200 professores e funcionários escolares tinham publicado informações na plataforma «Greve Minuto a Minuto» sobre o impacto da greve nacional dos professores de disciplina única convocada pela Fenprof, S.TO.P., do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados por Politécnicos e Universidades (SPLIU) e do Sindicato dos Professores, Técnicos Superiores, Assistentes Técnicos e Operacionais (SINAPE).
Os dados revelaram que pelo menos 138 escolas estavam encerradas ou com funcionamento restrito em 62 municípios, a grande maioria na costa, devido a protestos por melhores condições de trabalho para os professores de disciplina única, que exigem condições iguais às dos colegas de outros níveis de ensino.
Informações que retratam o impacto da greve estão a ser publicadas no observatório online «Greve ao Minuto» do metaPROF, uma plataforma criada por professores.
A plataforma foi constantemente atualizada ao longo da manhã. Começou o dia com apenas 8 registos, mas cerca de uma hora depois já eram mais de 200 e, por volta das 10h30, já eram mais de 300.
A maioria das escolas encerradas situa-se na costa, especialmente na região de Lisboa, como a Escola Básica de Santa Iria da Azoia, em Loures, ou a escola Pedro Eanes Lobato, no Seixal, mas há também relatos de escolas encerradas mais a norte, como a escola de Paião, na zona da Figueira da Foz.
Os professores do pré-escolar e do 1.º ciclo exigem a valorização do ensino monodisciplinar e uma redução do horário de trabalho para 22 horas letivas semanais, tal como acontece noutros ciclos de ensino.
A redução do horário de lecção por motivos de idade, nas mesmas condições que os professores de outros grupos de recrutamento; a redução do horário de lecção por motivos de desempenho profissional; e a atribuição de responsabilidades de acolhimento a outros profissionais da educação são outras reivindicações destes professores.
Este grupo de professores solicita também que a idade de reforma seja reduzida para os 60 anos.
A grande maioria dos professores afirmou sentir-se exausta, em parte devido a cargas de trabalho excessivas, de acordo com um estudo realizado pelo Movimento dos Professores em Sistemas de Turma Única (MPM) e pela plataforma Metaprof, que recolheu 7.072 respostas de professores de escolas públicas e agrupamentos escolares nacionais do ensino pré-escolar e básico.
A pesquisa, realizada entre fevereiro e março deste ano, revelou um quadro preocupante: 86% dos participantes consideraram o ensino em turmas com um único professor uma profissão que leva a um rápido esgotamento, e 72% queixaram-se da falta de recursos humanos nas escolas.







