De acordo com os dados mais recentes do índice de preços da idealista, este novo recorde marca o oitavo máximo mensal consecutivo, apesar de a taxa de crescimento homóloga ter abrandado para 8,9%, face aos 10,2% registados em maio.

Ruben Marques, porta-voz da plataforma imobiliária, observa que este abrandamento sinaliza alguma moderação; no entanto, a escassez crónica da oferta de habitação face à elevada procura continua a impedir uma correção de preços mais significativa.

Tendência de subida dos preços

A tendência de subida dos preços estendeu-se a todas as capitais de distrito e regiões autónomas do país, com os aumentos anuais mais acentuados a concentrarem-se no interior e nas zonas de menor densidade populacional.

Portalegre liderou a subida com um aumento de 25,8%, seguida de perto por Castelo Branco e Santarém, ambas registando aumentos superiores a 24%. Em contrapartida, os principais centros urbanos registaram ganhos mais modestos, com uma subida de 6,9% no Porto e de 5,8% em Lisboa.

A cidade mais cara

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar uma casa, com preços a 6 107 € por metro quadrado, seguida do Porto, a 4 053 €, e do Funchal, a 3 921 €. A Guarda continua a ser a capital de distrito mais acessível, registando um preço mediano de 1 019 € por metro quadrado.

Nível regional

A nível regional, a região do Alentejo destacou-se com a maior valorização anual, crescendo 18,7%, em contraste com o Norte, que registou o aumento mais moderado do país, de 5,5%.

Numa análise detalhada por distrito e ilha, o maior aumento homólogo foi registado na ilha de Santa Maria, nos Açores, com uma subida de 37,4% no valor, enquanto a ilha vizinha do Faial se destacou como a única exceção territorial do país, registando uma queda de 11,9% nos preços.

Apesar destas flutuações geográficas, a Área Metropolitana de Lisboa consolidou o seu estatuto como a região mais cara do país, com o preço mediano por metro quadrado a atingir 4 403 €, enquanto a região Centro se revelou a área mais acessível para a aquisição de habitação, com uma média de 1 786 € por metro quadrado.