O lançamento do processo foi anunciado na sequência de uma reunião realizada pelos dois presidentes de câmara num hotel situado na fronteira entre os dois municípios.
«Ambas as câmaras municipais e os respetivos presidentes comprometeram-se a dar início, aqui e hoje, ao processo de criação de uma Área Metropolitana do Minho», afirmou João Rodrigues ao falar com os jornalistas.
Acrescentou que o processo não se «centra exclusivamente» nesses dois municípios. No entanto, sublinhou que Braga e Guimarães, que albergam os dois maiores centros urbanos da região, têm a «obrigação» de avançar.
«Não podemos ficar presos à ideia, que se tem vindo a impor nos últimos anos, de apenas prometer, prometer, prometer. Prometer estudar, prometer pensar no assunto», observou.
Para o presidente da Câmara de Braga, a criação da área metropolitana «é uma questão claramente abraçada por várias forças políticas», e «as próprias comunidades partilham claramente essa visão e compreendem que este é o caminho a seguir».
«Existem várias áreas onde esta dinâmica metropolitana já se faz sentir; para que esta dinâmica traga ainda mais qualidade de vida aos cidadãos e melhorias às várias comunidades, temos de dispor das ferramentas necessárias para promover melhores políticas e tornar esta região ainda melhor do que já é», acrescentou João Rodrigues.
Salientou ainda que este passo só foi possível porque Braga e Guimarães têm atualmente presidentes de câmara «que se dão bem, que dialogam entre si e que estão empenhados em intensificar este diálogo no futuro».
O presidente da Câmara de Guimarães afirmou que o dia de hoje «faz história», uma vez que foi dado um passo concreto no sentido da criação da Área Metropolitana do Minho.
«Temos vindo a debater este assunto exaustivamente com outros municípios; estão a ser desenvolvidos e finalizados vários estudos. No entanto, creio que existe agora, em toda a região, uma perceção dos benefícios oferecidos por uma nova estrutura que permita a coordenação, o planeamento e a implementação de políticas conjuntas», afirmou Ricardo Araújo.
Salientou que a região necessita de «uma voz forte, capaz de ser ouvida em Lisboa» e de «uma estrutura que possa implementar políticas, garantir financiamento, alinhar esforços e levar a cabo iniciativas conjuntas».
«E é precisamente isso que estamos a fazer e a afirmar claramente aqui hoje», sublinhou.
Segundo Ricardo Araújo, já foram estabelecidos contactos com os municípios que integram as comunidades intermunicipais do Cávado e do Ave. Estas conversações revelaram que a criação da área metropolitana é «amplamente aceite» pelas várias forças políticas da região e por quem efetivamente exerce responsabilidades executivas nos diferentes municípios.
«É claro que a participação é voluntária», acrescentou, sublinhando que ninguém seria excluído.
Referiu ainda que, «agora ou no futuro», o processo poderá ser alargado para incluir outros municípios, como Viana do Castelo.








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