De bicicleta, abrandas porque um rebanho de ovelhas decidiu ocupar a estrada. Paras no topo de uma subida, não porque o percurso te obrigue a isso, mas porque a vista atrás de ti é demasiado bonita para ignorar. Um pequeno café de aldeia surge mesmo quando mais precisas e, dez minutos depois, estás sentado na esplanada com um expresso e um pastel de nata, sem qualquer motivo para te apressares.
Um agricultor acena-te à medida que passas. Alguém indica-te uma fonte para encheres as tuas garrafas. Uma adega abre as portas assim que chegas da estrada.
São estes os momentos que fazem com que pedalar por Portugal seja uma experiência diferente.
Não estás simplesmente a viajar entre destinos. Durante algumas horas, tornas-te parte da paisagem.
Sente o aroma dos pinheiros enquanto sobe pelas colinas, ouve os sinos da igreja de uma aldeia lá em baixo, sente a estrada a mudar sob as rodas e vê vinhas, sobreiros ou falésias atlânticas a surgirem na curva seguinte.
E é isso que faz de Portugal um país tão extraordinário para explorar de bicicleta.
Pode ser pequeno, mas as suas paisagens mudam com uma rapidez notável. As colinas verdes do norte dão lugar às vinhas em socalcos do Douro, aos amplos horizontes do Alentejo, às falésias atlânticas do Algarve e, mais ao largo no oceano, às paisagens vulcânicas dos Açores.
Não é preciso perseguir quilómetros para desfrutar disto. Alguns dos melhores dias de bicicleta são aqueles em que o percurso passa a ser secundário em relação a tudo o que se descobre pelo caminho.
A Live Love Ride dedica-se há mais de uma década à organização de Portugal Bike Tours, criando percursos com base no conhecimento em primeira mão das suas estradas, paisagens, gastronomia, tradições e pessoas.
Porque umas férias fantásticas de bicicleta não se resumem simplesmente a ter um percurso.
Trata-se de saber qual o percurso que vale a pena fazer.
Cinco paisagens, cinco percursos muito diferentes
Portugal não tem apenas uma paisagem fantástica para ciclismo.
Tem várias.
Cada região tem o seu próprio ritmo, as suas próprias estradas, os seus próprios sabores e as suas próprias razões para abrandar o passo. Aqui estão cinco locais onde Portugal ganha verdadeiramente vida sobre duas rodas.
O Norte e o Caminho Português
Onde Portugal se torna verde
O norte é granito, colinas de um verde intenso, vinhas e rios. O ar é mais suave, a paisagem rural parece mais antiga e as estradas tornam-se rapidamente mais tranquilas assim que se deixa as cidades para trás.
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Seguir o Caminho Português em direção a Santiago acrescenta outra dimensão à viagem. O percurso leva-o por cidades históricas, florestas, pequenas aldeias e estradas rurais, com peregrinos a partilhar a estrada e um simples «Bom Caminho» a ser muitas vezes suficiente para iniciar uma conversa.
Começa-se a reparar em coisas pelas quais, de outra forma, se passaria sem dar por elas: uma igreja de pedra escondida atrás da praça de uma aldeia, uma ponte antiga que atravessa um rio, um café onde os locais param para tomar café há décadas.
Para quem quiser viver esta experiência, os passeios de bicicleta no Caminho Português podem ser feitos ao longo da costa ou pela rota histórica do interior, dependendo do tipo de passeio que procura.
Se o Caminho lhe despertou o interesse, descubra o passeio de bicicleta da Live Love Ride no Caminho Português ao longo da costa.
O Vale do Douro
Uma escadaria de vinhas
Visto do rio, o Douro parece quase tranquilo.
Pedale pelas vinhas e rapidamente descobrirá que as colinas têm outros planos.
Os socalcos sobem abruptamente a partir da água, seguindo os contornos do vale em direção a antigas quintas e aldeias situadas acima do rio. Séculos de trabalho moldaram esta paisagem, e percorrê-la de bicicleta proporciona-lhe uma compreensão completamente diferente do vinho aqui produzido.
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Há uma regra útil para o Douro:
Não planeie o seu dia de forma demasiado apertada.
Vais querer parar para apreciar a vista. Alguém vai sugerir uma prova de vinhos. O almoço vai demorar mais do que o esperado. Vais chegar ao topo de uma subida e dar meia-volta simplesmente para ver a paisagem por onde acabaste de passar.
Deixe que isso aconteça.
É isso que é o Douro.
Dica de quem conhece bem a região: Percorra a estrada desde as vinhas nas alturas até ao rio e, se tiver energia nas pernas, siga em direção a Pinhão. Pare no Casal de Loivos para apreciar uma das melhores vistas sobre o vale e, em seguida, continue a descer pelas socas. Quando chegar ao Pinhão, reserve um momento para ver os famosos azulejos azuis e brancos da estação, que retratam cenas da região e da sua vindima.
A recompensa após um dia de subidas? Uma mesa com vista para as vinhas, um copo de vinho do Douro e nenhum outro lugar onde precise de estar.
Quer descobrir o Douro de bicicleta? Explore os percursos de bicicleta pelo Vale do Douro, desde as vinhas da região vinícola até às estradas mais tranquilas do Parque Internacional.
O Alentejo
O horizonte longo e sereno
O Alentejo não tem pressa.
Os sobreiros erguem-se solitários em campos imensos. As aldeias caiadas de branco assentam no topo de colinas distantes. As vinhas desaparecem em direção ao horizonte, enquanto estradas longas e tranquilas parecem estender-se para sempre.
Aqui, pode pedalar durante uma hora e sentir que mal se mexeu. E é precisamente essa a ideia.
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A paisagem convida-nos a abrandar o ritmo. Há espaço entre as aldeias, espaço entre as subidas e, acima de tudo, espaço no decorrer do dia.
O Alentejo é também o local onde um passeio termina, naturalmente, à volta de uma mesa.
Pão fresco, azeite, queijo local, enchidos e migas. O almoço prolonga-se mais do que o esperado. Um copo de vinho dá lugar a outro. Ninguém parece particularmente preocupado com o relógio.
Dica de quem conhece: Suba até Marvão, empoleirado de forma espetacular num cume de granito perto da fronteira espanhola. A subida final exige um esforço considerável, mas assim que chegar às muralhas da aldeia, as vistas estendem-se por quilómetros através das planícies. Outra opção é Monsaraz, com vista para as vastas águas do Alqueva. Fique até ao anoitecer e veja a paisagem desaparecer num dos céus mais escuros de Portugal.
O Alentejo não é uma região para se percorrer à pressa. É uma região para se desfrutar.
Se isto lhe parece o seu tipo de passeio de bicicleta, descubra os passeios de bicicleta no Alentejo e explore as vinhas, as aldeias históricas e a paisagem rural da região.
O Algarve
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De vilas tranquilas às falésias selvagens do Atlântico
Há mais do que um Algarve.
A leste, a costa é calma e baixa, moldada pelas lagoas e ilhas da Ria Formosa. As salinas, os pomares de citrinos e as aldeias caiadas de branco conferem à paisagem um ambiente mediterrânico.
Mais a oeste, tudo muda.
As estradas tornam-se mais selvagens. As falésias erguem-se sobre as praias do Atlântico. O vento traz o cheiro do oceano e a paisagem abre-se para o horizonte.
Este é um Algarve que muitos visitantes nunca chegam a ver.
E andar de bicicleta é uma das melhores formas de o descobrir.
Dica de quem conhece: Comece na extremidade oriental do Algarve, perto da fronteira com Espanha, e siga para oeste em direção a Sagres e ao Cabo de São Vicente, acompanhando a linha costeira e as estradas mais tranquilas do interior ao longo do percurso.
E se quiser merecer a vista, dirija-se para o interior, em direção a Monchique, e suba até à Fóia, o ponto mais alto do Algarve. A estrada serpenteia por entre árvores e sobreiros antes de se abrir para vistas espetaculares sobre a costa.
Depois, só há uma coisa sensata a fazer: sentar-se para um almoço demorado.
Pronto para descobrir o Algarve para além das praias? Explore os percursos de bicicleta no Algarve e pedale desde paisagens costeiras tranquilas até ao selvagem oeste atlântico.
Os Açores
No meio do Atlântico
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Basta voar algumas horas para oeste de Lisboa e Portugal muda completamente.
Os Açores são verdes, vulcânicos e rodeados apenas pelo oceano. As estradas sobem em direção a lagos de cratera, atravessam vales exuberantes e percorrem falésias que se erguem sobre o Atlântico.
Em São Miguel, as hortênsias ladeiam as estradas e as paisagens vulcânicas revelam-se a cada curva. O vapor sobe do solo na zona das Furnas. As plantações de chá cobrem as colinas. As cascatas desaparecem na densa floresta.
Basta voar algumas horas para oeste de Lisboa para que Portugal mude completamente.
Os Açores são verdes, vulcânicos e rodeados apenas pelo oceano. As estradas sobem em direção a lagos de cratera, atravessam vales exuberantes e percorrem falésias que se erguem bem acima do Atlântico.
Em São Miguel, as hortênsias ladeiam as estradas e as paisagens vulcânicas revelam-se a cada curva. O vapor sobe do solo na zona das Furnas. As plantações de chá cobrem as colinas. As cascatas desaparecem na densa floresta.
Aqui, o tempo pode mudar em poucos minutos.
Em vez de lutar contra ele, aceite-o.
As ilhas recompensam os ciclistas que deixam alguma margem no itinerário e permitem que o próprio dia decida que tipo de aventura irá proporcionar.
Dica de quem conhece: Suba até aos miradouros acima de Sete Cidades e reserve algum tempo para contemplar os famosos lagos azuis e verdes. Mais tarde, pare em Gorreana, uma das plantações de chá mais antigas da Europa, antes de prosseguir em direção à costa.
E se o seu percurso o levar perto das Furnas, guarde espaço para o almoço. O famoso cozido das Furnas é cozinhado lentamente no subsolo, utilizando o calor da terra vulcânica. Encomende-o com antecedência, abra o apetite com o passeio e termine com um tradicional bolo lêvedo.
Os Açores não são simplesmente mais um destino de ciclismo.
Parecem um outro mundo.
Queres experimentar esta paisagem vulcânica sobre duas rodas? Descobre os passeios de bicicleta nos Açores e explora os lagos de cratera, as fontes termais e as estradas atlânticas de São Miguel.
O Portugal que não se vê da estrada
Há uma razão pela qual as pessoas se lembram das férias de bicicleta de forma diferente.
Nem sempre é a subida mais íngreme ou o miradouro mais famoso.
É a padaria que encontraste porque estavas com fome.
O senhor idoso que te indicou o caminho certo.
O mergulho que não tinhas planeado.
A praça da aldeia onde paraste para tomar um café e, sem dar por isso, acabaste por ficar meia hora.
O copo de vinho que sabia melhor porque passaste a manhã a subir pelas vinhas de onde provinha.
Estes momentos são difíceis de encontrar quando te limitas a deslocar-te de um destino para outro.
De bicicleta, são eles que te encontram.
E essa experiência varia consoante o local por onde pedala. Desde as vinhas do Douro e do Alentejo até à costa atlântica, ao Algarve, aos Açores e às estradas em direção a Santiago, Portugal oferece percursos notavelmente diferentes num país relativamente pequeno. Para os viajantes que decidem onde pedalar em Portugal, escolher o destino significa, na verdade, escolher o tipo de Portugal que se quer conhecer.
E é aqui que o conhecimento local faz a diferença.
As melhores estradas nem sempre são as que aparecem no mapa. Por vezes, é a pequena estrada secundária que contorna a autoestrada principal. A subida que parece intimidante, mas que termina numa descida inesquecível. O restaurante escondido longe do circuito turístico. O miradouro que se revela melhor a uma determinada hora do dia.
Conhecer esses detalhes pode transformar toda a viagem.
Deixa o itinerário flexível
Se há um conselho a dar para andar de bicicleta em Portugal, é este:
Deixe alguma margem no plano.
Escolha a estrada com a melhor vista.
Pare quando um café de aldeia parecer demasiado convidativo para deixar passar.
Pergunta à pessoa atrás do balcão o que é que ela pediria.
Desça até à praia, mesmo que isso signifique ter de voltar a subir a colina depois.
Fica para mais um copo de vinho.
Podes sempre chegar lá amanhã.
Porque o Portugal pelo qual as pessoas se apaixonam raramente é o Portugal por onde passaram apressadamente. É o Portugal que se descobre quando se pedala.
Para quem quiser descobri-lo com a experiência de quem conhece bem o local, a Live Love Ride oferece férias de bicicleta guiadas e autoguiadas por todo o país, com percursos cuidadosamente concebidos, bicicletas de alta qualidade, hotéis cuidadosamente selecionados e uma equipa local que conhece estas estradas de cor e salteado.
Para mais informações, consulta o guia de viagem «Ciclismo em Portugal».
Portugal é um país pequeno.
Mas, se lhe der tempo suficiente, descobrirá que as estradas parecem não ter fim.
Escolha o caminho mais longo.







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