Nascido e criado em Londres, John Beeby mudou-se para Vilamoura devido ao estilo de vida, ao clima e às oportunidades que o Algarve oferece. Mas, enquanto se adaptava à vida junto à marina, sentiu que faltava algo — um gelado artesanal excecional.
Com uma mistura de influência londrina e inspiração italiana, criou o Gran Sorvete, levando gelato artesanal a uma das marinas mais bonitas da Europa. «Muitas culturas têm as suas especialidades, mas quando se trata de gelato, os italianos são simplesmente os melhores. Quando produzido da forma tradicional, com anos de experiência e os melhores ingredientes, não há nada que se lhe compare. Não queria reinventar a roda — queria honrá-la.»
Falámos com o John sobre a inspiração por trás do Gran Sorvete, a sua trajetória de treinador pessoal a empresário, os desafios e as recompensas de gerir um negócio no Algarve e o que torna a vida nesta região tão especial.
Créditos: TPN; Autora: Tereza Pedro;
Como encontrou o seu fornecedor em Itália e como funciona o transporte para Portugal?
Sinceramente, não foi fácil — e é precisamente essa a questão. Muitos fornecedores afastaram-se do artesanato tradicional, passando a produzir gelato de qualidade industrial para exportação. É uma verdadeira pena. Mas, tendo viajado extensivamente por toda a Itália ao longo dos anos, tive a sorte de descobrir um produtor local verdadeiramente autêntico — um que ainda está enraizado nas antigas tradições, a produzir gelato da forma como sempre deveria ser feito. Esse nível de qualidade é cada vez mais raro, e é isso que distingue a Gran Sorvete. Quanto à logística, trabalhamos com uma solução dedicada de transporte em cadeia de frio que garante que o produto chega em perfeitas condições, desde a unidade de produção até ao Algarve.
O que o levou a escolher especificamente a Marina de Vilamoura?
A Marina pareceu-me a escolha perfeita para a qualidade e o conceito. Trabalhar com a Vilamoura World deu-me a oportunidade de concretizar este projeto e, com o apoio deles, não só trouxemos um produto de qualidade para Portugal, como também um nível de serviço que os clientes recordam genuinamente. O estilo de vida do Algarve é perfeito tanto para negócios como para lazer. O ritmo, o sol, as pessoas — tudo isso contribui para a experiência que criamos na loja. Sou britânica de corpo e alma, mas é impossível não se apaixonar por este belo país. O estilo de vida, a gastronomia excecional, a segurança, o calor humano das pessoas. Toca-nos no mais profundo do nosso ser, da melhor forma possível.
Créditos: TPN; Autora: Tereza Pedro;
Que sabores de gelado têm e qual é o seu favorito?
Na Gran Sorvete, temos uma maravilhosa variedade de sabores artesanais de alta qualidade. Entre os nossos sabores emblemáticos, temos um orgulho especial no nosso Pistácio — feito com frutos secos de qualidade superior para obter aquele sabor intenso e autêntico. O nosso Cheesecake de Morango é um verdadeiro sucesso entre o público e, pessoalmente, tenho um fraquinho pelo Caramelo Salgado — aquele equilíbrio perfeito entre o doce e o salgado é difícil de superar. Para os meses de verão, também oferecemos sorvetes maravilhosamente refrescantes: manga, framboesa e limão — leves, vibrantes e perfeitos para o calor do Algarve.
Em que medida trabalhar numa zona com grande afluência turística difere de outros locais?
É um verdadeiro desafio — tanto a nível operacional como em termos de serviço de elevada exigência. O recrutamento não é fácil, mas a formação em que investimos e a lealdade que construímos com a equipa ao longo do tempo têm sido incríveis. Este ano, temos uma equipa brilhante que presta um serviço simpático e eficiente todos os dias.
O que fazia antes de abrir o Gran Sorvete?
Antes do Gran Sorvete, trabalhei a tempo inteiro como treinador pessoal da lenda do rock Francis Rossi, dos Status Quo.
Créditos: TPN; Autora: Tereza Pedro;
Que desafios enfrentou ao começar aqui?
Por onde começar! Portugal pode ser um país incrivelmente frustrante para se fazer negócios — a burocracia e a falta de sistemas automatizados tornam a gestão de uma empresa mais difícil do que deveria ser. A situação melhorou imenso, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Felizmente, contar com o apoio da Vilamoura World — e agora da sua empresa-mãe, a Arrow Global — dá-nos um caminho claro e um apoio concreto para o desenvolvimento do negócio.
O que a motiva diariamente enquanto empresária?
Simplesmente ver as pessoas felizes. Ter um local de trabalho que seja genuinamente agradável para todos — tanto para os colaboradores como para os clientes. Divertimo-nos tanto com os locais e os turistas que isso se tornou um verdadeiro fator diferenciador para nós.
A sua loja é conhecida pelo seu belo exterior floral — de onde surgiu essa ideia?
Em Londres, isto não é novidade — o design floral no retalho já existe há mais de vinte anos. Inicialmente, inspirei-me no El&n Café, em Park Lane, que foi um dos primeiros a fazê-lo realmente bem. A loja passou por muitas transformações ao longo dos anos, mas esta versão parece-me acertada — o estilo agora adapta-se verdadeiramente à localização.
As flores são um reflexo perfeito da elegância e qualidade do produto. Beleza por fora, excelência por dentro — é essa a ideia.
Créditos: TPN; Autora: Tereza Pedro;
A sua trajetória pessoal influencia os sabores ou o conceito?
Sem dúvida. Ao longo dos anos, experimentámos dezenas de sabores e adoramos apresentar algo novo a cada estação. No entanto, a restrição é real — com apenas 24 sabores na vitrina de cada vez, cada escolha conta. Talvez a próxima loja possa ser maior e possamos ir ainda mais longe!
Que parte da sua personalidade se reflete no design e no ambiente da loja?
Acho que reflete a minha convicção de que a qualidade nunca deve parecer enfadonha. Sempre quis que a Gran Sorvete fosse acolhedora e calorosa — um lugar onde se queira genuinamente passar algum tempo, e não apenas passar de passagem. A atenção aos detalhes, o cuidado no design — é assim que encaro tudo o que faço. A marca é colorida e divertida porque o gelato deve fazer-nos sorrir antes mesmo de o provarmos! A cor é alegria — e alegria é exatamente o que estamos a vender. Também reflete a energia da Marina, o sol e as pessoas que nos visitam. A vida em Vilamoura é vibrante, e a marca também deve sê-lo.
Tem algum sítio favorito em Vilamoura ou nas proximidades?
A Quinta do Lago é uma das minhas favoritas — ótimos restaurantes, cafés maravilhosos e um ambiente lindíssimo para recarregar baterias. Quando se gere um negócio na Marina durante todo o verão, ter um local tranquilo e requintado nas proximidades é um verdadeiro luxo. Para além disso, mantenho-me ativo, continuo ligado ao desporto e tento aproveitar ao máximo tudo o que esta região tem para oferecer.



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