Os novos dados da idealista revelam os 25 municípios mais baratos do país para comprar uma casa, com base nos preços de venda registados entre abril e junho. Como era de esperar, a maioria situa-se longe da costa, em cidades mais pequenas e em zonas rurais, onde os preços dos imóveis se mantêm bem abaixo da média nacional.
Municípios mais baratos
Sabugal, no distrito da Guarda, é atualmente o município mais barato do país para comprar uma casa. Os imóveis estão anunciados a um preço mediano de 468 € por metro quadrado.
Isto significa que, com base no preço médio de venda, um imóvel de 100 metros quadrados poderia custar cerca de 46 800 €, embora o preço final dependa, naturalmente, do estado, da localização e das características da habitação.
Penamacor, em Castelo Branco, segue-se com um preço médio de venda de 488 € por metro quadrado, enquanto Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, ocupa o terceiro lugar com 495 € por metro quadrado.
Pinhel, também na Guarda, surge a seguir com 521 € por metro quadrado, seguido de Mogadouro, em Bragança, onde as habitações são anunciadas a uma média de 575 € por metro quadrado.
Vários outros municípios continuam a oferecer habitações por menos de 650 € por metro quadrado. Entre estes contam-se Melgaço, onde os preços se situam nos 576 € por metro quadrado, Mação com 595 €, Nisa com 603 € e Gouveia com 605 €.
Góis, em Coimbra, apresenta um preço médio de venda de 619 € por metro quadrado, enquanto Celorico da Beira, na Guarda, se situa nos 626 € por metro quadrado.
Mais abaixo no ranking encontram-se Oleiros, onde as casas são anunciadas a 656 € por metro quadrado, e Idanha-a-Nova, a 662 €. Castanheira de Pêra e Belmonte registam ambas preços de 677 € por metro quadrado.
Pedrógão Grande segue-se de perto, com 679 € por metro quadrado, enquanto Vila Pouca de Aguiar apresenta um preço médio de venda de 687 €. Em Proença-a-Nova, os compradores podem esperar pagar cerca de 717 € por metro quadrado.
Os restantes municípios no top 25 são Moura, a 744 € por metro quadrado; Vouzela, a 752 €; Crato e Mortágua, ambos a 757 €; Miranda do Corvo, a 770 €; Valpaços, a 782 €; e Santa Comba Dão, onde o preço médio de venda é de 789 € por metro quadrado.
Municípios mais caros
No extremo oposto do mercado, Lisboa continua a ser o município mais caro de Portugal, com habitações anunciadas a um preço mediano de 6 107 € por metro quadrado.
Conforme indicado pelo idealista, Cascais segue-se com 5 694 € por metro quadrado, à frente de Grândola com 5 488 €, Oeiras com 4 689 € e Loulé com 4 663 € por metro quadrado.
Esta diferença evidencia o quão desigual se tornou o mercado imobiliário português. O preço pedido por metro quadrado em Lisboa é mais de 13 vezes superior ao de Sabugal.
Mesmo o município mais barato de cada distrito pode continuar a ser caro quando se situa perto de uma das principais cidades de Portugal ou das zonas costeiras mais procuradas.
No distrito de Lisboa, a Azambuja é o município mais acessível, mas as habitações continuam a custar, em média, 2 151 € por metro quadrado. No distrito do Porto, Felgueiras é a opção mais barata, com 1 510 € por metro quadrado.
Santiago do Cacém é o município mais acessível no distrito de Setúbal, com preços de 2 641 € por metro quadrado. No Algarve, Alcoutim é o município mais barato, com 1 053 € por metro quadrado.
Embora os preços mais baixos encontrados no interior possam ser atrativos, especialmente para quem compra casa pela primeira vez e para quem procura mais espaço, o preço não deve ser a única consideração.
Localização das casas mais baratas
Muitos dos municípios mais baratos situam-se longe dos principais centros de emprego e podem ter menos ligações de transportes públicos, serviços de saúde, escolas e lojas. Os compradores que planeiem uma mudança definitiva devem, por isso, ponderar a facilidade de acesso aos serviços essenciais e se a zona se adapta à sua rotina diária.
Para quem trabalha à distância, a qualidade da ligação à Internet é outro aspeto importante a verificar antes da compra, especialmente quando se trata de imóveis mais antigos ou mais isolados.
Condições da habitação
O estado da habitação também pode fazer uma grande diferença. Alguns dos imóveis mais baratos podem necessitar de renovações profundas, o que significa que um preço de compra baixo pode ser rapidamente seguido de custos significativos de construção e manutenção.
Ainda assim, o interior de Portugal continua a oferecer oportunidades que se tornam cada vez mais difíceis de encontrar em Lisboa, no Porto e no Algarve.
Para os compradores que têm flexibilidade quanto à localização, estes municípios podem proporcionar casas maiores, mais espaço exterior e um ritmo de vida mais calmo por uma fração do custo praticado ao longo da costa.
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