Pyrrait está a atravessar a costa portuguesa numa prancha de stand-up paddle e foi acompanhado por Strong, de 27 anos, que vive em Portugal há vários anos, durante a etapa entre a Zambujeira do Mar e a praia do Monte Clérigo, em Aljezur.

«Hoje foi um dia de perda irreparável e profunda tristeza. Arran Strong, que me acompanhou durante a etapa entre a Zambujeira e o Monte Clérigo, já não está entre nós. Ontem [27 de julho], durante a etapa que iria de Monte Clérigo até Carrapateira, ele desapareceu da sua prancha quando estávamos a cerca de uma milha da costa de Arrifana», escreveu Pyrrait nas redes sociais.

O experiente surfista, que está prestes a completar 61 anos, revelou que os dois fizeram uma paragem ao largo de Arrifana «para beber água e tirar algumas fotografias», afirmando que viu a sua prancha «à deriva a cerca de 100 metros de distância» depois de terem retomado a etapa.

«Remei o mais depressa que pude para chegar lá. Mergulhei inúmeras vezes à procura dela, mas estávamos numa zona muito profunda e a visibilidade era muito fraca. Pedi ajuda ao meu companheiro em terra, que acionou imediatamente os meios de socorro. Um pescador local resgatou-me, juntamente com as pranchas, e passámos quase duas horas e meia a vasculhar toda a área circundante com o sonar do barco», disse ele, considerando que as «probabilidades de estar vivo são praticamente nulas».

Surfista da Liga Portuguesa

Arran Strong ocupava atualmente o sexto lugar na Liga Portuguesa de Surf e o 46.º nas eliminatórias da World Surf League (WSL).

Desde 27 de julho que as equipas de busca tentam localizar o homem desaparecido, «na sequência de um alerta recebido às 11h33, através do amigo que o acompanhava na atividade», e «as buscas foram imediatamente iniciadas no local, coordenadas pelo Capitão do Porto e pelo Comandante Local da Polícia Marítima de Lagos», segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

A busca pelo jovem que desapareceu enquanto praticava «stand up paddle» na praia de Arrifana, em Aljezur, foi retomada a 28 de julho, mas o nevoeiro está a dificultar a operação por mar, revelou à Lusa uma fonte da autoridade portuária.

Em declarações à Lusa, o Capitão do Porto de Lagos, Hugo da Guia, afirmou que a operação deveria incluir também um helicóptero da Força Aérea e um barco-salva-vidas, mas, às 9h30, o nevoeiro não permitia qualquer visibilidade, estando a aguardar que as condições meteorológicas melhorem para integrar estes meios nas buscas.