«O voo da easyJet estava previsto para partir no dia 25, por volta das 10h00, hora local (12h00 em Lisboa), mas acabou por ser cancelado. Eu viajava com mais duas pessoas para o Porto», disse à Lusa Abel Fernandes, de 32 anos, um cidadão português que se encontrava de férias na Boa Vista.
Segundo o passageiro, alguns viajantes receberam uma mensagem da companhia na segunda-feira à noite, informando-os de que o voo tinha sido cancelado.
Os passageiros contactaram as respetivas agências de viagens em Portugal, que começaram a procurar alternativas, enquanto os que se encontravam na Boa Vista aguardavam informações sobre a situação.
O mesmo passageiro referiu ainda que os passageiros suportaram os custos dessas alternativas e que não receberam qualquer confirmação sobre um eventual reembolso.
«Mas tudo isto foi feito através da agência em Portugal. Da parte da easyJet, continuamos sem respostas», afirmou.
Entretanto, os passageiros foram encaminhados para um hotel na Boa Vista e «alguns permanecem na ilha sem uma data oficial para o seu regresso a Portugal».
O passageiro referiu ainda que alguns dos passageiros que permanecem na Boa Vista não têm a sua medicação habitual, incluindo medicamentos para a diabetes e a hipertensão.
Outro passageiro afetado, entrevistado pelo Jornal de Notícias, salientou também que cerca de 100 pessoas foram afetadas pelo cancelamento e afirmou que continuava a não receber qualquer informação da easyJet sobre a realocação.
Eduardo Fernandes, que se encontrava de férias na Boa Vista com a sua esposa, disse ao jornal que a agência de viagens não tinha recebido qualquer resposta da companhia e que os passageiros continuavam alojados num dos hotéis da ilha.
Explicação da easyJet
Num comunicado à Lusa, a easyJet explicou que o voo 6872, de Boa Vista para o Porto, não pôde ser operado porque «a aeronave prevista para operar essa rota ficou retida no dia anterior em Basileia, na Suíça, devido a restrições do controlo de tráfego aéreo na sequência de condições meteorológicas adversas na Europa Central».
A empresa afirmou que foi oferecida aos passageiros a opção de serem transferidos gratuitamente para o próximo voo disponível ou de receberem um reembolso total.
Os passageiros que tomaram medidas alternativas por conta própria, acrescentou, serão reembolsados por «quaisquer despesas razoáveis».
Afirmou ainda que os passageiros foram «imediatamente informados das opções disponíveis» e que podiam organizar as suas próprias alternativas, sendo posteriormente reembolsados pelas despesas consideradas razoáveis.
No que diz respeito ao número de passageiros afetados, a empresa informou à Lusa que não pode especificar quantos permanecem na Boa Vista, uma vez que alguns podem já ter reservado outros voos para sair da ilha.







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